Arte, Tecnologia e Cultura

Jane de Almeida

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Notas no Sistema

Avaliaçãio ficou dividida entre 5 (dois posts) + 5 (prova) = 10
Dúvidas: amanhã, horário da aula, na sala 607 do prédio João Calvino
Boas férias! Jane

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Wim Wenders e o melhor 3D do cinema

O primeiro filme 3D do diretor Wim Wenders, tras os principais e melhores espetáculos da famosa bailarina e coreógrafa alemã Pina Baush, falecida em 2009. Wenders traz a arte singular da coreógrafa em cena e também nas ruas da cidade, deixando de lado sua vida pessoal. Quando ele leva sua câmera para as ruas cenários externos leva o cinema 3D para outro patamar, mostrando como esse tecnologia não precisa ser somente em estúdios.

Além de elevar o potencial do tridimensional e impressionar nesse sentido, também é possível sentir a verdadeira arte da performance, de uma forma intensa, envolver o espectador nesse universo. Com cenas de dança solo, água e outros elementos não tão característico de um espetáculo. Colocando os filmes de arte acima do esperado, que o 3D pode ser realista, mais humano e sentimentalista, não apenas um mundo imaginário.

A técnica de três dimensões não é algo recente e inovador, historiadores da arte mostram que está presente desde o século XV. O filme O conhecimento secreto, de David Hockney, tras obras de pintores como Caravaggio, Velásquez, entre outros que desde aquela época utilizando não somente a técnica da perspectiva, mas também a câmera escura, luz e projecões. Tornando suas obras bastante realista, com detalhes inacreditáveis em outro século.

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A PINA EM TERCEIRA DIMENSÃO DE WIM WENDERs

Por Isabella Morselli

Na era que o cinema utiliza a terceira dimensão como simples fato de consumismo e vendagem do entretenimento ao extremo, Wim Wenders veio com uma proposta diferente: utilizar o 3D como manifesto artístico.

O longa documentário é quase uma homenagem à atriz performática, bailarina e professora de dança alemã Pina Bausch. Ela incorporou durante sua vida diversas nacionalidades em sua escola, várias culturas que formaram as suas apresentações sempre carregadas de emoção. A dança é uma cultura universal, cada aluno de Pina vem de um canto da Terra, e no filme – técnica interessantíssima utilizada- expressam seus sentimentos sobre a professora quietos, olhando para a câmera, enquanto um OFF com suas falas são sobrepostos à imagem.

F ora isso, as reproduções dos espetáculos criados e dirigidos por Pina são fantásticos, e aí que entra o 3D tão comentado. Na primeira cena do filme, ele é completamente explicado. A técnica serve não para impressionar, mas sim, para situar o expectador dentro daquele ambiente. E realmente situa muito bem, a impressão é a de que você está dentro daquele teatro, você experimenta as sensações passadas pela performance que ocorre logo ali na frente, de forma intensa, e é claro que o som, extremamente bem editado e meticulado, ajuda muito para vivenciar este universo.

A montagem dos cenários são impecáveis, assim como era Pina, uma perfeccionista que trazia o mundo para cima de um palco. Rochas pesadíssimas, chuva, areia e luz natural compõem o pano de fundo para as apresentações.

Tudo isso sendo filmado e dirigido por Wim Wenders se torna um dos mais belos filmes de arte dos últimos tempos.

Engraçado utilizar o termo “Filme de Arte” hoje em dia. Mas é isso mesmo. O diretor alemão apaixonado por fotografia faz um filme de arte agregando a técnica tão banalizada pelos grandes estúdios, o 3D.

Pina, além de belo para o público, nostálgico para quem gostava da arte de Pina Bausch, é uma luz no fim do túnel para o momento que o cinema atravessa.

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Retrato da Modernidade

Flavia Mengar

Através das lentes de Wim Wenders a produção do filme “Pina” consegue retratar com muita intensidade algo que até então era raro no cinema: a dança contemporânea, a mistura da dança com a arte. Percebe-se que o diretor compreendeu a idéia essencial que Pina Bausch expressivamente trazia consigo. Além disso, o fato de o filme ser retratado “tridimensionalmente” nos traz a sensação de que estamos vivenciando aquilo. Nos traz a noção da perspectiva, fazendo tudo se tornar mais intenso.

O longa metragem consegue exprimir em pouco tempo diversos sentimentos em seus espectadores, consegue, através de sua sensibilidade toca-los de alguma maneira. O filme deixa claro a importância e a influencia da fotografia em seu processo e em sua história que, apesar de antiga, nos remete ao que vivemos hoje.

Com uma abordagem super-moderna, o 3D usado em Pina, parece não ser o convencional mostrado no cinema Holywoodiano. A profundidade das imagens e o jeito que elas são retradas levam os espectadores a conseguir enxergar um sentido em tudo aquilo, os levam a refletir sobre a obra e sobre os aspectos artisticos desta. A trilha Sonora pulsante que o fime traz acaba também por levar os espectadores a apreender mais o que se passa no filme.

“Pina” é um retrato moderno tanto em termos técnicos quanto em conteúdo. O filme acaba nos levando a apreender inúmeras sensações e nos faz refletir um pouco mais sobre o mundo que estamos hoje.

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O 3D em dois tempos

Raquel Russo

No documentário de David Hockney “O Conhecimento Secreto”, o artista inglês, relata suas descobertas, mostrando como alguns artistas da antiguidade, conseguiam representar o mundo a sua volta de maneira tão real e precisa em suas obras. Seu interesse pelo assunto partiu, devido as suas próprias dificuldades em seus trabalhos para obter os efeitos alcançados por artistas consagrados.
Hockney descobriu através de suas pesquisa, que no século XV artistas como, Caravaggio, Velásquez, Van Eyck, Holbein, já usavam recursos como a câmera escura com espelhos côncavos, que projetavam os modelos de suas pinturas, principio resgatado mais tarde usando lentes de aumento, o que causava o efeito tridimensional em suas obras.
O efeito 3D tão falado nos nossos tempos, não é tão novo assim, pois já eram usados para dar efeito de profundidade, volume e brilho como, os capitados por uma máquina fotográfica.

No filme Pina de Wim Wenders, documentário que homenagear a coreografa alemã Pina Bausch, o diretor Wenders, que desejava fazer desse filme algo diferente, usa da técnica do 3D, dando vida e profundidade as cenas, diferente dos filmes hollywoodianos onde o efeito 3D é alcançado através do computador, esse documentário é inovador.
Usando a tecnologia 3D e musica eletrônica, levando os dançarinos a espaços como, ruas, galpões, salões e usinas, Wenders, leva o público a sentir sensações de maior proximidade com o espetáculo, diferente do que seria em uma filmagem tradicional.

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O Conhecimento Secreto

Raquel Russo

No documentário de David Hockney “O Conhecimento Secreto”, o artista inglês, relata suas descobertas, mostrando como alguns artistas da antiguidade, conseguiam representar o mundo a sua volta de maneira tão real e precisa em suas obras. Seu interesse pelo assunto partiu, devido as suas próprias dificuldades em seus trabalhos para obter os efeitos alcançados por artistas consagrados .
Hockney então, decide largar momentaneamente suas pinturas para pesquisar e desvendar esses segredos.
Suas descobertas foram impressionantes, já no século XV artistas usavam recursos como a câmera escura com espelhos côncavos, que projetavam os modelos de suas pinturas, principio resgatado mais tarde usando lentes de aumento. Caravaggio, Velásquez, Van Eyck, Holbein, usavam esses recursos para alcançar o efeito tridimensional em suas pinturas.
Mostrando que o uso do efeito 3D, não é tão recente como se imagina, pois esses artistas já o usavam para dar efeito de profundidade, brilho e volume nas suas obras.

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Tridimensional além do hollywoodiano

Por Mariana de Andrade Bedin

O uso e o interesse pela tridimensionalidade para muitos parece ser algo recente e de última tecnologia, porém já interessava a Leonardo Da Vinci, Giotto e Caravaggio, que com o uso da perspectiva, foco e ponto de fuga trazia a suas pinturas a ilusão de profundidade e partes que pareciam “sair” de suas telas.

Pina em 3D foi a forma encontrada por Wim Wenders de representar com intensidade nas telas dos cinemas às coreografias da alemã Pina Bausch, grande ícone da dança contemporânea. A antiga companhia da coreógrafa reconstitui algumas das coreografias mais marcantes, tanto no cenário comum do teatro, quanto em externas.

O uso do 3D é bem-vindo quando os dançarinos ao recriarem as danças para a câmera, esta não se mantém no lugar do espectador, da plateia, ela invade os movimentos deles e nos faz analisarmos minimamente e sem pressa os movimentos dos braços, do torcer do tórax, do entrelaçar dos corpos e também fica no meio dos dançarinos e nos faz participar do espetáculo. Outro ponto interessante é que na maioria dos planos ele mantém distância dos dançarinos, para assim não delimitar o espaço e deixar a gosto do espectador observar da perspectiva que mais o interessar dentre tantos movimentos e pessoas, ou até mesmo aonde a cena se passa.

Esta perspectiva existente no 3D dá a sensação que os dançarinos deslizam em frente a plateia e que estes estão sendo vistos “ao vivo”, traz uma atmosfera bastante imersiva e o torna um filme bastante sensorial, diferente dos filmes hollywoodianos em 3D feitos em sua maior parte em computador, é um filme mais humano.

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